sábado, 3 de junho de 2017

O CORAÇÃO DE JESUS EM NAZARÉ


LEITURA ESPIRITUAL MEDITADA
3º dia de junho

Diz-nos o Evangelho que, depois de ter sido encontrado no Templo, Jesus voltou a Nazaré com Sua Mãe e São José, e ali permaneceu até à idade de trinta anos. E São Lucas resume todo este período nestas simples palavras: "E era-lhes submisso" (S. Lucas, II, 1). Assim, Aquele que é Sabedoria eterna quis passar trinta anos no silêncio e na obscuridade, na obediência e no trabalho.

São João Evangelista é considerado ditoso em ter recostado seu rosto sobre o peito de Jesus Cristo, de onde percebeu as batidas daquele Coração adorável. Que felicidade para o Coração de Maria Santíssima permanecer por trinta anos junto ao Coração adorável de seu Filho, que é o Filho de Deus feito homem por meio dela! Do Coração Imaculado de Maria é que saiu o sangue que jorra no Coração de Jesus!

Santa Isabel, repleta do Espírito Santo, chamou a Maria, Mãe do seu Senhor, bendita entre todas as mulheres, bem-aventurada porque acreditou. Nossa Senhora tinha certeza absoluta que o seu Filho é o Filho do Altíssimo. E assim podemos imaginar o doce enlevo com que conversou na intimidade daquela pequena e pobre casa de Nazaré com o seu Jesus. Que união daqueles dois corações!!!... Foi algo inefável que certamente, arrebatou em êxtases os próprios Anjos e todo Paraíso!

Ali em Nazaré, "a flor de Galileia", a "gentil rosa branca", como a chama São Jerônimo, decorreram calmamente os anos da adolescência e da juventude de Jesus Cristo. Qual afável, quão amável aquele Coração divino, nestas etapas de sua vida. Ali, "crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava n'Ele" (S. Lucas, II, 21). Ali levava uma vida exteriormente comum e podemos dizer até vulgar, porém aos olhos de Deus inteiramente extraordinária, celestial e divina pela puríssima intenção, a altíssima perfeição com que praticava todas as suas obras e virtudes. Evidentemente que não conheceu a ociosidade. A oração, a obediência, o trabalho foram as características da sua vida nestes quase trinta anos de permanência em Nazaré. Contemplemos o Coração de Jesus em Nazaré junto de Sua Mãe Santíssima: com que alegria no coração ao poder estar submisso a Ela. Pois o próprio Espírito Santo inspira São Lucas para colocar em relevo este detalhe: "Era-lhes submisso".

Podemos supor com justeza que, a maior parte do dia, Jesus passava com os seus Pais, constituindo o encanto e a felicidade deles. Com eles recitava os Salmos, e juntos oravam pela salvação do povo. Oh amabilíssima Trindade da terra! Os três corações mais puros e amáveis que existiram e é impossível existir outros iguais. Quanto ao Coração de Jesus, nele habita toda plenitude da Divindade, é o mais amável e o único digno de adoração. O de Nossa Senhora é o mais puro possível sobre a face da terra, é Imaculado; em uma palavra: é o Coração da Mãe de Deus. Não é preciso dizer mais nada, toda língua se cale. Quanto ao coração de S. José, sabemos pelo Espírito Santo, que é o coração dum justo.

Caríssimos, quem não amará Jesus, ao contemplá-Lo nesta época da sua vida em Nazaré, tão simples, tão bom, tão humilde, tão obediente, tão diligente, tão puro, tão modesto, tão religioso, tão belo... numa palavra tão amável? Ó dulcíssimo Coração de Jesus fazei que as crianças, os adolescentes e os jovens amem de verdade o Vosso adorável Coração!


Já tinha terminado e escrito Amém quando me veio um pensamento: Os infelizes Protestantes devem ficar embaraçados em pensar que Jesus Cristo só pregou durante três anos, e em companhia de Sua Mãe permaneceu trinta anos. Com certeza pensariam em protestar aqui também, mas preferem não tocar neste ponto. Não será isto dureza de coração sobretudo naqueles que dizem que Maria era uma mulher como as outras, enquanto a Bíblia diz que ela é cheia de graça e bendita entre todas as mulheres? Rezemos para que os protestantes se convertam. Amém!

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